Em 2014 a Anvisa lançou a 2° edição do Guia Alimentar Para a População Brasileira, nele está especificado a importância de uma boa alimentação e como proceder para uma melhor qualidade de vida através da segurança alimentar e da sustentabilidade. Também explica as diferenças entre comidas in natura, minimamente processados, processados e ultra processados. É um guia simples, fácil de ler e entender, com o objetivo de promover a saúde e a prevenção de doenças crônicas, visto que, 70% das mortes no país é derivado de uma má alimentação. Indiretamente o guia fala do agronegócio e da indústria alimentícia como sendo um perigo para a saúde. Do jeito que ele foi elaborado não agradou os donos do agro pop, que por sua vez querem retirar de circulação ou reformular de acordo com os interesses do setor privado. A bancada ruralista diz que o guia está desorientando a população brasileira, pois lança falsas ideias sobre comidas industrializadas.

É a mesma indústria que promoveu o golpe de 2016, que foi alvo de investigação na Operação Carne Fraca da PF em 2017, que financia o atual governo e que hoje controla a economia lucrando bilhões.

O guia foi elaborado porque diariamente sofremos ataques da indústria alimentícia com suas propagandas que incentiva o consumo de comida industrializada. As empresas que promovem os junks foods estão relacionadas ao agronegócio, que vem sendo investigado à anos pelo lixo presente no prato dos brasileiros, e por isso em 2016 era de interesse da indústria alimentícia que na presidência tivesse alguém que apoiasse o agro. Nada melhor do que um golpe pra que isso fosse possível, já que o candidato da bancada ruralista foi derrotado. Na mesma época começou as propagandas da AGRO POP na maior emissora de TV do BR, que também foi responsável pelo golpe. O tempo foi passando e a indústria Agro conseguiu reverter a situação de uma forma que não só se livrou das penalidades, como também colocou o jogo a seu favor. Hoje essa indústria é responsável pela suposta crise econômica do Brasil, pois é mais lucrativo exportar carnes e comodities se o Real estiver desvalorizado, é atrativo para empresas estrangeiras comprar do mercado Brasileiro que de outros países que tem sua moeda valorizada. Com mais empresas interessadas comprando em dólar a exportação aumenta. O que está sendo produzido é comercializado pra fora, e a baixa oferta no mercado interno contribui com a inflação dos preços para a população.

O bobo da corte ajuda a desviar o foco de quem realmente comanda política brasileira atual. Enquanto a população está distraída e indignada, reproduzindo e compartilhando os besteiróis que é falado pelo presidente, por trás está a máfia do agro negócio, emissoras de Tvs e associados que controlam o país. Nem mesmo a Polícia Federal conseguiu desmontar essas organizações criminosas, embora tenha exposto a nojeira por trás dessa indústria alimentícia, não foi o suficiente para a população brasileira ter consciência do que está colocando pra dentro do seu corpo.

A cartilha surgiu devido a preocupação mundial com a saúde relacionada a alimentação da população de países emergentes, ainda que o Brasil tenha diminuído a desigualdade social e a miséria extrema, a maior parte da população está com baixa nutrição e sobre peso. Independente da classe social isso se deve a falta de informação nutricional e a alta ingestão de comidas processadas e ultra processadas, e o baixo interesse por comidas in natura.

A busca pela alimentação saudável não é só uma moda como a maioria costuma pensar, mas uma questão de saúde pública. Qualquer um que saia nas ruas pode perceber os corpos acima do peso, e quem está lotando os leitos precisando de oxigênio não são os naturebas, e sim a maior parte da população que tem histórico de doenças crônicas relacionadas a má alimentação.

O Guia não é de interesse do setor privado, por isso não é divulgado pelas grandes mídias. As TVs jamais vão deixar de lucrar milhões com as propagandas da Friboi, dos junks foods e farmacêutica. Elas querem a população brasileira cada dia mais desorientada, pois é desta forma que empresas como Ifood lucram vendendo doenças e oferecendo trabalhos precarizados. Mudar os hábitos alimentares não é só uma questão de saúde, é também ter consciência do que está acontecendo atualmente na política. Deixar de comer comida industrializada, é ir contra grupos financiados pelo agronegócio que favorecem a desigualdade social, o desmatamento, que promovem queimadas, invade terras da população nativa, envenena os alimentos, poluem os rios e mares, e que são contra os pequenos produtores e a redistribuição de terras.

Ser um corpo consciente não é uma opção, mas uma obrigação, uma vez que saber de tudo isso e continuar com os mesmos hábitos significa que seu corpo está de acordo com os planos e trabalhando para o atual governo brasileiro. Consciência corporal não é apenas ter a informação na mente, mas exercer de forma eficaz e completa na tentativa de mudanças de verdade, pois ela não virá de órgãos governamentais comandadas pela indústria, e sim do individual que juntos se torna o coletivo.

Baixe aqui o Guia Alimentar Para a População Brasileira.